Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota

Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota O CIBA está em pleno campo militar de S. Jorge onde, Portugueses e Castelhanos, travaram uma das mais importantes batalhas

A visita ao CIBA percorre 3 salas com diversos suportes expositivos, que vão das simples imagens, passando pela colecção de ossos dos combatentes encontrados no campo, até aos mais sofisticados meios multimédia. Em todo o percurso, a interactividade com o visitante é uma constante. O ponto alto da visita é a recriação da Batalha de Aljubarrota num espectáculo multimédia de cortar a respiração!

O Verão começou. ☀️E com ele chegam também as férias, os programas em grupo e os dias dedicados à descoberta.O CIBA é um...
21/06/2026

O Verão começou. ☀️
E com ele chegam também as férias, os programas em grupo e os dias dedicados à descoberta.

O CIBA é uma proposta diferente para hotéis, ATL’s, grupos e visitantes ocasionais que procuram actividades culturais, educativas e acessíveis durante os meses de Verão.

A visita permite conhecer a Batalha de Aljubarrota através dos núcleos expositivos, conteúdos interactivos e auditório, num percurso que aproxima visitantes de todas as idades de um dos episódios mais marcantes da História de Portugal.

Para além do Centro, o Campo de São Jorge convida a compreender o território onde tudo aconteceu, tornando a experiência ainda mais completa.

Uma opção para enriquecer programas de férias, estadias em grupo ou visitas de Verão com património, conhecimento e descoberta. 📜

📍 Inclua o CIBA no seu roteiro de Verão.

Imagem criada com recurso a inteligência artificial, a partir de referências visuais do CIBA.

📜 17 de Junho de 1665Batalha de Montes ClarosApós vinte e cinco anos de Guerra da Restauração, Montes Claros representou...
17/06/2026

📜 17 de Junho de 1665
Batalha de Montes Claros

Após vinte e cinco anos de Guerra da Restauração, Montes Claros representou a última grande ofensiva espanhola para submeter Portugal pela força.

O exército espanhol, comandado pelo Marquês de Caracena, avançou pelo Alentejo com o objectivo de tomar Vila Viçosa e abrir caminho para novas operações no interior do reino.

Do lado português, António Luís de Meneses, Marquês de Marialva, assumiu o comando das forças que procuravam travar o avanço inimigo. A resistência de Vila Viçosa foi decisiva para ganhar tempo e permitir a concentração do exército português.

A batalha travou-se perto de Borba, entre a serra da Vigária e a serra de Ossa. A disposição do terreno condicionou o combate e limitou a manobra das forças espanholas.

Durante várias horas, a cavalaria castelhana lançou sucessivas cargas contra a linha portuguesa. A infantaria, apoiada pela artilharia, resistiu aos ataques, manteve a formação e acabou por transformar o desgaste inimigo em vantagem decisiva.

A derrota espanhola foi pesada. As fontes referem milhares de mortos, feridos e prisioneiros, além da captura de artilharia e bagagens.

Montes Claros foi a última grande batalha da Guerra da Restauração. Três anos depois, em 1668, o Tratado de Lisboa reconheceria a independência portuguesa.

Tal como Aljubarrota, Montes Claros recorda-nos que a defesa da independência se fez também através da escolha do terreno, da disciplina das tropas e da resistência prolongada.

📸 História Viva e Ao Vivo | CavalariaNo passado dia 13 de Junho, o CIBA recebeu a Nostra Collegiorum para uma recriação ...
16/06/2026

📸 História Viva e Ao Vivo | Cavalaria

No passado dia 13 de Junho, o CIBA recebeu a Nostra Collegiorum para uma recriação histórica dedicada ao universo da cavalaria medieval.

Entre demonstrações com cavalos e cavaleiros, tendas recriadas à época, armas, armaduras e momentos de interacção com o público, os visitantes puderam conhecer mais de perto práticas, equipamentos e vivências associadas à guerra medieval dos séculos XII, XIII e XIV.

Foi uma actividade pensada para aproximar a História de forma viva, participada e acessível a toda a família.

Partilhamos agora alguns registos deste dia vivido no CIBA.

Fossos e covas do lobo: quando o terreno se tornou defesaNo post anterior, falámos da arqueologia em Aljubarrota e da fo...
15/06/2026

Fossos e covas do lobo: quando o terreno se tornou defesa

No post anterior, falámos da arqueologia em Aljubarrota e da forma como o Campo de São Jorge continua a revelar dados essenciais sobre a batalha.

Hoje olhamos para uma das dimensões mais impressionantes desse trabalho: os obstáculos escavados no terreno.

As fontes medievais já referiam a existência de covas e fossos preparados pelos portugueses. O próprio D. Juan I de Castela e o cronista Pêro López de Ayala mencionam obstáculos dissimulados, capazes de surpreender e desorganizar os atacantes.

A arqueologia veio dar corpo a esses relatos.

Nas campanhas conduzidas por Afonso do Paço, entre 1958 e 1960, foram identificadas centenas de covas do lobo e vários fossos no Campo de São Jorge. Um dos fossos postos a descoberto, a Norte e a Leste da Capela de São Jorge, teria cerca de 182 metros. As covas, organizadas em múltiplas filas, funcionavam como parte de um sistema defensivo concebido para travar o avanço inimigo.

No interior do CIBA, encontra-se exposto um fosso descoberto em 2003, durante os trabalhos anteriores à construção do Centro. A sua localização, junto à antiga retaguarda portuguesa, levanta ainda questões aos investigadores: terá sido aberto antes da batalha, durante a preparação final do dispositivo, ou já depois do combate, para proteger o acampamento português durante a noite?

Esta dúvida é precisamente o que torna o vestígio tão importante.

O fosso exposto no CIBA recorda-nos que Aljubarrota não está totalmente encerrada nas crónicas. Continua a ser estudada no terreno, entre fontes escritas, arqueologia e interpretação histórica.

Visitar o CIBA é também observar de perto uma das provas materiais da preparação defensiva portuguesa.

Arqueologia em Aljubarrota: quando o campo confirma a HistóriaDurante séculos, a Batalha de Aljubarrota foi conhecida so...
12/06/2026

Arqueologia em Aljubarrota: quando o campo confirma a História

Durante séculos, a Batalha de Aljubarrota foi conhecida sobretudo através das crónicas medievais e da memória histórica.

Mas, a partir da década de 1950, o Campo de São Jorge começou também a revelar a sua História através da arqueologia.

Os trabalhos conduzidos pelo Tenente-Coronel Manuel Afonso do Paço, entre 1958 e 1960, foram decisivos para o estudo do campo de batalha. Permitiram identificar estruturas defensivas, vestígios materiais associados ao confronto e uma vala comum ligada ao combate de 1385.

Segundo a Fundação Batalha de Aljubarrota, nessa vala foram encontrados ossos de 414 combatentes castelhanos e franceses. O estudo antropológico destes vestígios permitiu observar sinais compatíveis com violência em contexto de guerra, ajudando a compreender melhor a dimensão humana da batalha.

As campanhas arqueológicas posteriores continuaram a acrescentar dados, com novas intervenções em 1999, entre 2005 e 2007, e mais recentemente em 2018 e 2019.

No CIBA, a arqueologia permite aproximar as fontes escritas da evidência material. O Campo de São Jorge não é apenas um lugar de memória, mas também um território de investigação, onde a História continua a ser estudada, interpretada e preservada. 📜

📸 Caminhada Tok'andar | 9 de JunhoNo passado dia 9 de Junho, recriámos o trajecto que a hoste portuguesa terá feito na m...
12/06/2026

📸 Caminhada Tok'andar | 9 de Junho

No passado dia 9 de Junho, recriámos o trajecto que a hoste portuguesa terá feito na madrugada de 14 de Agosto de 1385, do Castelo de Porto de Mós até ao Campo Militar de São Jorge.

Ao longo do percurso, cerca de 190 participantes caminharam pela História, evocando a liderança de D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira, num momento vivido com espírito de união, memória e participação.

Agradecemos a todos os que se juntaram a esta iniciativa, ao grupo de teatro Teatr’ambu, da Associação Serviço e Socorro Voluntário de São Jorge, pela participação artística, e ao Ginásio NF, pelo apoio no momento de aquecimento.

Partilhamos agora alguns registos deste percurso até ao CIBA.

Recebemos recentemente a visita da Embaixada Real da Noruega ao CIBA, numa marcação realizada através da parceria com o ...
11/06/2026

Recebemos recentemente a visita da Embaixada Real da Noruega ao CIBA, numa marcação realizada através da parceria com o Haven Nature Hotel.

Durante a visita, os participantes assistiram a um dos nossos espectáculos multimédia e conheceram o espaço museológico, numa experiência de descoberta da História de Portugal e da Batalha de Aljubarrota.

No livro de honra, deixaram-nos uma mensagem que muito nos orgulha:
“Parabéns pelo Museu e pelo filme emblemático. Adorámos a experiência imersiva e a visita guiada.”

Agradecemos a visita e as palavras partilhadas.

10 de JunhoDia de Portugal, de Camões e das Comunidades PortuguesasO 10 de Junho assinala o Dia de Portugal, de Camões e...
10/06/2026

10 de Junho
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

O 10 de Junho assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, sendo celebrado na data tradicionalmente associada à morte de Luís de Camões.

N’Os Lusíadas, Camões não cantou apenas as viagens marítimas. Também deu voz à memória histórica do reino, incluindo a Batalha de Aljubarrota, narrada no Canto IV como um dos episódios decisivos da afirmação portuguesa.

Entre a palavra escrita e o lugar onde a História aconteceu, permanece a mesma responsabilidade: preservar, interpretar e transmitir a memória de Portugal.

Neste Dia de Portugal, o CIBA recorda a importância dos lugares que ajudaram a construir a nossa identidade colectiva. 📜

Por onde andará o Padrão Real? 🗺️Durante a expansão marítima portuguesa, a cartografia era muito mais do que representaç...
08/06/2026

Por onde andará o Padrão Real? 🗺️

Durante a expansão marítima portuguesa, a cartografia era muito mais do que representação do mundo. Era informação estratégica.

O Padrão Real era o mapa-mestre da Coroa portuguesa, actualizado com dados recolhidos nas viagens oceânicas. Reunia conhecimento sobre costas, ilhas, rotas e territórios conhecidos pelos portugueses, servindo de referência para a produção de cartas náuticas ao serviço do reino.

A sua importância era enorme. Num tempo em que conhecer o mar significava controlar rotas, comércio e poder político, a cartografia era guardada com especial cuidado.

Mas o Padrão Real original perdeu-se.

Hoje, não se conhece um exemplar preservado desse mapa-mestre. O que chegou até nós foram mapas relacionados com a tradição cartográfica portuguesa, sendo o mais célebre o Planisfério de Cantino, de 1502, actualmente conservado na Biblioteca Estense Universitaria, em Modena, Itália.

Durante muito tempo, considerou-se que o Planisfério de Cantino poderia ter sido copiado a partir do Padrão Real. A investigação mais recente, contudo, recomenda prudência: essa hipótese é possível, mas não está documentalmente provada.

Por isso, a melhor resposta talvez seja esta: o Padrão Real desapareceu, mas a sua memória sobrevive nas cartas, nos arquivos e nos vestígios cartográficos que revelam a dimensão do conhecimento náutico português. 📜

Esta reflexão nasceu de uma pergunta deixada por um seguidor do CIBA. Obrigado por nos ajudarem a continuar a pensar a História.

Endereço

Avenida D. Nuno Álvares Pereira, Nº 120, São Jorge
Porto De Mós
2440-062

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 17:30
Quarta-feira 10:00 - 17:30
Quinta-feira 10:00 - 17:30
Sexta-feira 10:00 - 17:30
Sábado 10:00 - 17:30
Domingo 10:00 - 17:30

Telefone

+351244480060

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