13/10/2024
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, é europeu, católico e humanista, tendo sempre defendido valores morais e éticos como a paz, os direitos humanos, o apoio humanitário aos mais necessitados em todo o mundo, a defesa do ambiente e no combate às alterações climáticas.
Para o cidadão comum, a atitude do Governo israelita para com António Guterres é cada vez mais incompreensível.
O Governo de Israel não cumpre as Resoluções das Nações Unidas, e até se atreve a insultar o Secretário-Geral, ao ponto de o considerar “persona non grata”.
Além de juridicamente ambígua, esta ideia é inconcebível: para quem, a pretexto de se defender de um acto terrorista, pratica acções de verdadeiro “terrorismo de Estado” ao extremo da desumanidade, matando milhares de pessoas indefesas e inocentes, crianças, incluindo mulheres e idosos; destruindo infra-estruturas essenciais (hospitais, escolas, mesquitas) e organizações como a Cruz Vermelha, e os trabalhadores de outras ONG, incluindo as das próprias Nações Unidas, e destruindo, impedindo o acesso à água potável, alimentos e medicamentos.
O Governo de Israel não tem pudor em colocar os seus interesses ilegítimos à frente da defesa dos seus próprios cidadãos e dos (ainda) reféns.
Que vergonha para o Governo de Israel, que vergonha para nós também, por não podermos ou não querermos punir os autores destas atrocidades e crimes contra a humanidade, como verdadeiros criminosos de guerra que são.