o folclore de Riachos é bastante rico e variado, devido à sua situação geográfica, pois fica na zona de transição da Lezíria para o Bairro e Charneca. As recolhes de trajo, canto e danças, foram feitas a partir do verão daquele ano, tendo sido apresentadas oficialmente na Feira do Ribatejo, em Santarém, no ano de 1959. Com estas recolhas prova-se que o folclore de Riachos é bastante rico e variado
, devido à sua situação geográfica, pois fica na zona de transição da Lezíria para o Bairro e Charneca. Aquela, a sul da povoação, entrando pelas margens do rio Almonda até ao Tejo, as outras a norte, passando por todo o Concelho de Torres Novas, zona de pequenas montanhas até à Serra d’Aire. Nas danças e nos cantares, estão bem patentes a garridice, a alegria e toda a genica da Lezíria Ribatejana, para onde as gentes de Riachos estiveram sempre mais voltadas, enquanto nas outras estão bem marcadas, a dolência, a harmonia e a beleza do Folclore da zona ondulada onde predominam olivais e figueirais, transformando a paisagem em tons mais suaves, destacando-se o cinzento e o verde escuro. Os trajos são cópias fiéis dos usados pelos seus antepassados em Riachos, nos finais do séc. Apresentando em cada espectáculo trajos domingueiros, trajos de trabalho e ainda trajos de campino, de trabalho e de festa. Para além do trabalho de recolha, que tem valorizado muito o seu património, o Rancho Folclórico de Riachos tem divulgado toda a cultura popular da sua terra e do seu Concelho, através das festas nacionais e internacionais de folclore de Norte a sul de Portugal, incluindo a Ilha da Madeira. Tendo participado ainda em diversos espectáculos no Pavilhão de Portugal e nas noites do Ribatejo durante a Expo 98 em Lisboa e na digressão com o espectáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas”, numa produção do Teatro Nacional São João do Porto e da Cité de la Musique de Paris. No ano de 1999 foi-lhe atribuído o estatuto de associação de utilidade pública. Foi distinguido com o prémio “Europa para a Arte Popular” no ano de 2002, atribuído pela Fundação Alfred Toepfer de Hamburgo – Alemanha. Em 2003, no seguimento de edições anteriores, grava um CD e cassete e participa no projecto de “O Folclore Português” em representação do distrito de Santarém. No ano de 2006 recebeu o “Troféu Música” do jornal “O Ribatejo”. No ano de 2008 comemora o seu 50º Aniversário, com o espectáculo “Riachos Intemporal”, procurando outros caminhos. No ano de 2011, participou no espectáculo “A Viagem”, no Teatro Virgínia, em Torres Novas. No estrangeiro desde 1964, participou em Festivais Internacionais de Folclore, nos seguintes países:
Alemanha – 1973, 1975, 1976, 1977, 1979, 1980, 1985, 1988, 1997, 2003, 2019
Bélgica – 1971, 1974, 1977, 1978, 1988 e 2001
Cabo Verde – 2006
Eslovénia - 2018
Espanha – 1970, 1972, 1974, 1976, 1984, 1986, 1988, 1994, 2000, 2004, 2006 e 2007
EUA - 2018
França – 1964, 1966, 1969, 1970, 1972, 1977, 1979, 1983, 1992, 1994, 1997 e 2005
Hong Kong – 1990
Inglaterra – 1988
Irlanda – 2004
Itália – 1972 e 1981
Jugoslávia – 1971
Luxemburgo – 1973 e 1975
Macau – 1990
Malta – 1997
Noruega – 2000
Suécia – 1975
Suíça – 1981, 1988 e 1995