28/03/2026
O Diretor do Museu Diocesano de Santarém foi distinguido com o Prémio Nacional "Memória e Identidade" (2026), pela Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (APMCH).
A cerimónia de entrega decorreu a 27 de março de 2026, em Sessão Solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de Castelo Branco, no âmbito das Comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses, que se realizaram nesta cidade, e contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
Na mesma cerimónia, Leonel Fadigas foi também agraciado com a mesma distinção.
No comunicado de aceitação do Prémio, o Diretor do Museu Diocesano de Santarém referiu:
"É com muita honra e emoção que aceito a atribuição do Prémio Nacional “Memória e Identidade”, prestigiada distinção instituída pela Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico.
Entendo-a como um reconhecimento público do projeto de salvaguarda e valorização dos Bens Culturais da Diocese de Santarém, ao qual me tenho dedicado nos últimos 20 anos de atividade pastoral. Acredito que, a partir dele, muito se tem realizado em prol do património histórico-cultural de matriz cristã, em todo este território eclesiástico, que abrange treze concelhos do Distrito de Santarém.
Deles, particularmente a sede da diocese logrou beneficiar do mais arrojado desafio, que se materializou na criação do Museu Diocesano, que tenho o privilégio de dirigir, porta aberta para
todos aqueles que acedem ao Centro Histórico Escalabitano, e se deparam com o magnífico cartão de visita que é a Catedral e o grande complexo do antigo Colégio da Companhia de Jesus.
Manifesto profunda gratidão à Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico, e ao Digníssimo Conselho de Curadores".
O Prémio Memória e Identidade foi instituído em Angra do Heroísmo no ano de 2012, e visa distinguir as personalidades que mais se destacaram nas áreas da salvaguarda e da valorização do património cultural, sob o lema “Transformar sem destruir, crescer sem devorar as raízes”.
Pretende enaltecer a carreira de quem se destacou ao longo da vida nas áreas da arquitetura, da engenharia, da história e das artes, pugnando sempre pela defesa e pela divulgação dos centros históricos, enquanto conjuntos representativos de valores culturais e artísticos, cuja memória importa preservar e cuja vida se impõe dinamizar.
Desde a sua instituição, o Prémio distinguiu Álvaro Siza Vieira (2012), José Augusto-França (2013), José Miguel Correia Noras e Frederico Mendes Paula (2014), Adriano Vasco Rodrigues e João Sousa Campos (2015), Júlio Pomar (2016), António Ramalho Eanes (2017), José Júlio Eloy e Alexandra Gesta (2018), Jorge Sampaio (2019), Cláudio Torres (2020), Helena Roseta (2021), José Saramago (2022, a título póstumo), Paula Teves Costa e Ana Paula Amendoeira (2023), Fernando Salgueiro Maia (2024, a título póstumo), João Soares e Vítor Serrão (2025).