Museu Municipal de Vale de Cambra

Museu Municipal de Vale de Cambra O Museu Municipal de Vale de Cambra abriu ao público a 18 de Maio de 1997. Tem como principal miss?

MMVC | Serviço EducativoO Serviço Educativo do Museu Municipal acolheu os alunos do 3.º e 4.º ano do 1.º CEB de Codal, p...
22/06/2026

MMVC | Serviço Educativo

O Serviço Educativo do Museu Municipal acolheu os alunos do 3.º e 4.º ano do 1.º CEB de Codal, para uma visita guiada à exposição temporária "Histórias que Inspiram".

A experiência iniciou-se com a visualização de um recurso multimédia desenvolvido pela equipa do MMVC, seguido de um momento de partilhas e reflexões. Para encerrar a atividade, os alunos participaram numa oficina lúdico-educativa, onde desenharam e estruturaram um pequeno livro de bolso sobre o património industrial do concelho.

MMVC | Serviço Educativo No âmbito do nosso Serviço Educativo, partilhamos os registos da visita dos alunos do 1.º e 2.º...
18/06/2026

MMVC | Serviço Educativo
No âmbito do nosso Serviço Educativo, partilhamos os registos da visita dos alunos do 1.º e 2.º ano da Escola Básica de Codal ao Museu Municipal. O destaque foi a exposição temporária "Histórias que Inspiram"!

Depois de assistirem a um conteúdo multimédia exclusivo sobre o tema, os pequenos visitantes terminaram a atividade com as mãos na massa: criaram um livro de bolso lúdico-educativo sobre a história da indústria do nosso concelho.

06/06/2026

MMVC | Chaminés em Alvenaria de Tijolo: O Pioneiro a V***r da M. Soares Pinheiro

Há marcos na paisagem que assinalam o exato momento em que o futuro se instalou numa região. A chaminé em tijolo vermelho que hoje avistamos na Gandra é um desses monumentos: ela sinaliza a primeiríssima fábrica movida a energia a v***r no antigo concelho de Macieira de Cambra.

Tudo recua ao final de 1913, quando Manuel Soares Pinheiro desafiou o ritmo da época ao edif**ar uma moderna unidade de serração. O grande motor desta revolução industrial foi a chegada de uma imponente locomóvel com 40 cavalos de força. A laborar logo no início de 1914, a fábrica tornou-se um ponto de atração local e a sua chaminé de alvenaria passou a ser o símbolo visual dessa transição tecnológica.

Na década de 1930, já em sociedade com o seu filho sob a firma M. Soares Pinheiro & Filho, as instalações foram ampliadas com potentes máquinas e secadores. A empresa especializou-se na caixotaria de pinho. Se inicialmente serviu a premente necessidade de embalar a manteiga dos laticínios locais, rapidamente conquistou a indústria das conservas de peixe e o ramo alimentar nacional. Nas décadas de 1950 e 1960, o negócio ganhou escala internacional, exportando caixotes de madeira para destinos tão distantes como Israel, onde acondicionavam laranjas. Mais tarde, a empresa soube reconverter-se, dedicando-se ao fabrico de "palha" de madeira para proteger as peças da indústria de porcelana.

Embora as máquinas tenham silenciado, aquela chaminé de tijolo vermelho permanece firme. É um documento histórico insubstituível e um tributo perante a comunidade ao homem que trouxe a força do v***r para a nossa terra, honrando o trabalho das gerações de operários que ajudaram a projetar a madeira de Vale de Cambra além-fronteiras.

MMVC | Chaminés em Alvenaria de Tijolo: O Sentinela de Metal da Almeida & FreitasExistem estruturas que, embora silencio...
03/06/2026

MMVC | Chaminés em Alvenaria de Tijolo: O Sentinela de Metal da Almeida & Freitas

Existem estruturas que, embora silenciosas, carregam consigo o eco permanente de décadas de labor. A chaminé da antiga Almeida & Freitas, erguida em resistente alvenaria de tijolo, é uma dessas sentinelas. Se a chaminé da Martins & Rebello nos narra a história do alimento, a da Almeida & Freitas conta-nos a saga da proteção e do transporte — a génese das embalagens que, durante meio século, definiram o perfil latoeiro e metalúrgico de Vale de Cambra.

Tudo começou em 1922, com uma visão pragmática: se a região era um importante polo de produção de manteiga, era necessário que alguém a soubesse acondicionar. A empresa de António de Almeida e Américo de Almeida Freitas iniciou-se na serração de madeira, mas rapidamente encontrou no metal o seu destino.

A chaminé, erguendo-se sobre a fábrica, testemunhou o constante alargamento da produção: ao domínio da folha-de-flandres, essencial para o fabrico de latas de conserva e manteiga, somou-se a inovação técnica da introdução do Corodal. Esta liga de alumínio de alta resistência, ideal pela sua leveza e durabilidade, abriu um novo capítulo na metalomecânica local. Foi este material que permitiu criar as icónicas bilhas de leite e outros vasilhames que, saindo de Vale de Cambra, se tornaram o padrão de excelência e higiene em todo o Portugal.

A Almeida & Freitas foi muito mais do que uma unidade fabril; foi uma autêntica comunidade de inovação e progresso. Por entre as suas paredes, o engenho operário transformava matéria-prima em soluções. Das caixas de madeira aos recipientes em Corodal, passando pelas latas litografadas que levavam a qualidade cambrense até à indústria dos laticínios e conserveira, a empresa foi um motor de desenvolvimento. A sua chaminé, imponente e robusta, observou a metamorfose do concelho: a transição de uma economia de subsistência para uma indústria tecnologicamente avançada, capaz de responder às exigentes normas regulamentares dos anos 50 e 70.

Hoje, a chaminé de alvenaria já não expele o fumo do fabrico, mas a sua presença é um lembrete vivo de uma era de ouro. Enquanto a paisagem urbana se reinventa, esta estrutura permanece como o elo de ligação entre os fundadores visionários e as gerações que ali construíram o seu sustento. Preservar este património não é apenas cuidar de tijolos antigos; é honrar a capacidade de adaptação e a inteligência técnica dos cambrenses que, com mestria, transformaram um pequeno concelho num gigante da indústria transformadora.

A chaminé da Almeida & Freitas continua de pé, desafiando o tempo. Enquanto ela permanecer no horizonte, a história do metal, das ligas de Corodal e do trabalho em Vale de Cambra nunca será esquecida.

MMVC | Serviço Educativo No âmbito do Serviço Educativo, partilhamos convosco os registos da Escola do 1º CEB de Casal, ...
31/05/2026

MMVC | Serviço Educativo

No âmbito do Serviço Educativo, partilhamos convosco os registos da Escola do 1º CEB de Casal, durante a visita ao Museu Municipal, tendo particular enfoque na exposição temporária "Histórias que Inspiram".

Após a visualização de um conteúdo multimédia internamente criado, alusivo à temática inerente, a visita ao nosso espaço rematou com a realização de uma atividade lúdico-educativa, construindo um pequeno livro de bolso sobre a história da indústria do concelho.

MMVC | Serviço EducativoNo âmbito do Serviço Educativo do Museu Municipal, é com muito gosto que iremos, nas próximas se...
28/05/2026

MMVC | Serviço Educativo

No âmbito do Serviço Educativo do Museu Municipal, é com muito gosto que iremos, nas próximas semanas, partilhar os registos dos momentos mais marcantes, os sorrisos de descoberta e as viagens no tempo que os nossos alunos e grupos viveram connosco.
Fique atento a esta sequência de partilhas e acompanhe de perto o papel do Museu enquanto espaço vivo de aprendizagem de e para a comunidade!

Neste sentido, o Museu Municipal abriu as suas portas aos alunos do 1º CEB de Janardo, abordando a temática sobre industrialização do nosso concelho, com a exposição “Histórias que Inspiram”, a partir de um conteúdo multimédia internamente desenvolvido, que visou narrar de forma lúdico-educativa de como surgiu um vale industrial em Vale de Cambra.

Esta atividade culminou com a realização de uma atividade prática que incidia na construção de um pequeno livro de bolso, elaborado pelos alunos, permitindo, desta forma, perpetuar as aprendizagens adquiridas sobre a história industrial de Vale de Cambra.

MMVC| Coleção de Arte ContemporâneaT.V. New DealRoland BaladiTécnica: Aguarela sobre PapelA obra representa um televisor...
22/04/2026

MMVC| Coleção de Arte Contemporânea

T.V. New Deal
Roland Baladi
Técnica: Aguarela sobre Papel

A obra representa um televisor de modelo antigo (estética vintage ou retro), com formas arredondadas e grelha frontal de altifalante.

O acabamento do aparelho apresenta um padrão marmoreado (veios de mármore) em tons de cinzento e castanho.

À direita do televisor, surge um elemento orgânico: um ramo com folhas verdes, criando um contraste entre a tecnologia/objeto inanimado e a natureza.

O fundo é composto por uma mancha de lavagem cinzenta na parte superior esquerda, conferindo profundidade.

OBS:
Aquisição de obras de coleção particular de José Luís Darocha

MMVC | Um Ícone no Horizonte: A Chaminé que Testemunha o Passado da Lacto-LusaQuem passa pelas nossas ruas não f**a indi...
10/04/2026

MMVC | Um Ícone no Horizonte: A Chaminé que Testemunha o Passado da Lacto-Lusa

Quem passa pelas nossas ruas não f**a indiferente à imponente chaminé em alvenaria de tijolo que rasga o céu. Mais do que um elemento arquitetónico, esta estrutura é uma "memória vertical" do tempo em que o v***r movia a indústria e o fumo simbolizava o progresso económico da nossa região.

Construída com o rigor da mestria antiga, esta chaminé sobreviveu à passagem das décadas. Embora a unidade fabril tenha seguido o seu caminho para novas e modernas instalações, este local permanece como um símbolo de resiliência e um tributo aos homens e mulheres que ajudaram a consolidar a identidade industrial de Vale de Cambra.

O Coração da Produção: A Lacto-Lusa, Lda.

Foi neste local, hoje assinalado pela icónica chaminé, que nasceu a 12 de novembro de 1940 a Lacto-Lusa. Surgida da fusão de 17 produtores locais, a empresa tornou-se um dos grandes pilares do setor dos laticínios, elevando o nome do concelho a um patamar de excelência nacional.

Um legado que alimentou gerações:

Marcas de Prestígio: Daqui saíram a célebre Manteiga Lusa e os afamados queijos Pastor, Camponesa e Pastorinho.

Do Continente para as Ilhas: A Lacto-Lusa foi o motor por trás da criação da Lacto-Açoreana (Ribeira Grande) e da Lacto-Lima, estando na génese de marcas que todos conhecemos, como o Terra Nostra e o Limiano.

Evolução e Continuidade: Transformada em S.A. em 1987, a empresa faz hoje parte do Grupo Bel Portugal. Embora a atividade já não se desenrole neste espaço histórico, a Bel mantém a sua ligação ao concelho com uma unidade moderna, onde se concentra a produção do queijo Limiano e o centro de fatiamento do grupo.

Esta chaminé não é apenas tijolo e argamassa; é um testemunho vivo de uma história de empreendedorismo que levou o sabor da nossa terra a todas as mesas portuguesas.

Créditos das Imagens:

Imagem 1 (Histórica): Arquivo Municipal de Vale de Cambra (Foto Central).
Fonte e Investigação (Img. 2): Arlindo Gomes, in blogue "Vale de Cambra no Passado" (https://valedecambranopassado.blogspot.com/2017/04/lacto-lusalda.html).

Imagem 2 (Atual): MMVC

Endereço

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Vale De Cambra
3730-223

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