Museu da Memória Rural

Museu da Memória Rural Museu da Memória Rural
Museu de Identidade Territorial
Concelho de Carrazeda de Ansiães
VENHA ATÉ CÁ

O Museu da Memória Rural de Vilarinho da Castanheira é uma unidade museológica destinada a trabalhar temáticas relativas à cultura rural e ao património imaterial da região duriense e transmontana. Trata-se de um espaço destinado ao estudo e à recolha das tradições e saberes concelhios e regionais que atulamente estão a cair em desuso, iniciando-se o discurso museográfico, numa primeira fase, com

a exposição de temáticas relacionadas com as antigas práticas das culturas da vinha e dos cereais. Aqui estão representados ofícios tradicionais como o do ferrador, canastreiro, pescador do rio Douro, padeira, queijeira, pastor, tanoeiro, sapateiro, funileiro, moleiro, corticeiro e, no futuro, estarão também representadas técnicas antigas relacionadas com a economia local como os fornos de secagem de figos, construção de carros de bois ou os antigos fornos de produção de telha. Suportado num conjunto de recursos tecnológicos, onde se incluem as mais recentes soluções multimédia, o Museu da Memória Rural assume-se com um caráter fundamentalmente didático, constituindo uma homenagem à cultura rural de um povo que possui uma longa história e uma ancestral tradição cultural que urge preservar, estudar e difundir.

Este vídeo integra a componente visual do artigo intitulado “Abrigos Que Contam Histórias, pp. 60-95″, Revista Memória R...
28/08/2026

Este vídeo integra a componente visual do artigo intitulado “Abrigos Que Contam Histórias, pp. 60-95″, Revista Memória Rural nº 8, da autoria de Nelson Tito Almeida Domingos.

Depoimentos do Sr. Joaquim Araújo sobre a Pala da Carvalha, Lugar da Pala, Fonte da P***a, Capela do Diabo, Pala do Cabrão e Fraga da Moura

PUBLICADO NA REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 (2025)Numa época como aquela em que vivemos, em que a criança se tornou o centro...
27/08/2026

PUBLICADO NA REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 (2025)
Numa época como aquela em que vivemos, em que a criança se tornou o centro de todas atenções e desvelos do seu agregado familiar e viu os seus direitos internacionalmente reconhecidos, torna-se difícil compreender e, menos ainda, aceitar qualquer situação de abandono, de exploração, ou de maus-tratos sobre ela exercidos. A verdade, porém, é que o abandono, a violência e o homicídio de crianças recém-nascidas foi uma constante tolerada no mundo ocidental, desde a Antiguidade até finais do século XIX, num demasiado longo tempo em que elas eram cruel e genericamente consideradas “emocionalmente sem preço e economicamente inúteis”.

Já ouviu o episódio  #14 do podcaste "Diálogos sobre o Património"?Falamos do saber-fazer e do "Saber-comer", na Terra F...
25/08/2026

Já ouviu o episódio #14 do podcaste "Diálogos sobre o Património"?
Falamos do saber-fazer e do "Saber-comer", na Terra Fria Transmontana. Exploramos neste episódio o conhecimento que a população gerou sobre os recursos da natureza.

OUÇA AQUI:

Um podcast do Museu da Memória Rural

PUBLICADO NA REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 (2025).Durante a Idade do Ferro, generalizaram-se os povoados fortificados no ce...
19/08/2026

PUBLICADO NA REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 (2025).

Durante a Idade do Ferro, generalizaram-se os povoados fortificados no centro e noroeste da Península Ibérica. No termo da Quinta do Vesúvio, identificámos um destes habitats. O castro conserva ainda compridos lanços do seu poderoso sistema defensivo. Entre 1229 e 1282, o Cabido da Sé de Lamego fundou uma quintanã, com 16 moradores, no concelho de Numão. A aldeia, que vizinhava com o povoado pré-romano, chamava-se Figueira. A sua paróquia foi taxada, em 1321, conforme a Relação das Igrejas da Diocese de Lamego, deste ano. Em 1530, já só tinha 3 vizinhos. A peste de 1498 despovoara-a. Em 1558, a igreja da Figueira pertencia ao padroado da Universidade de Coimbra. O Lente Manuel Andrade refere-se à pia baptismal da paróquia de S. Mamede – o orago da Igreja da Figueira. Admitimos a probabilidade desta grandiosa e rara obra de arte ser um legado da Idade do Ferro. A fonte, onde ainda se mantém, serviu os dois povoados - o pré-romano e o medieval.

ESTAMOS EXATAMENTE A 2 MESES DE FECHARMOS A ENTRADA DE ARTIGOS PARA O Nº 9 DA REVISTA MEMÓRIA RURAL. AINDA VAI A TEMPO D...
17/08/2026

ESTAMOS EXATAMENTE A 2 MESES DE FECHARMOS A ENTRADA DE ARTIGOS PARA O Nº 9 DA REVISTA MEMÓRIA RURAL. AINDA VAI A TEMPO DE PARTICIPAR!

A Revista Memória Rural convida investigadores, académicos, estudantes, divulgadores e interessados pela história e cultura de Trá-os-Montes e Alto Douro a submeterem artigos para publicação em próximo número da revista (nº9-2026).

A revista pretende promover a divulgação de estudos e reflexões sobre a história, memória, património e identidade das comunidades rurais, valorizando abordagens interdisciplinares que contribuam para o conhecimento e valorização do mundo rural.

Serão considerados artigos nas áreas de:
História local e regional
Património material e imaterial, incluindo o arqueológico
Tradições, lendas e narrativas populares
Etnografia e antropologia rural
Paisagem, território e modos de vida tradicionais
Arquitetura vernacular
Agricultura tradicional e saberes locais
Memória oral e testemunhos comunitários

Os artigos deverão ser originais e inéditos, podendo resultar de investigação académica ou de recolhas documentais e etnográficas.

Submissão:
Os textos devem ser enviados em formato digital para:
[[email protected]]

Cada artigo deverá incluir:
Título
Nome do autor e afiliação (quando aplicável)
Resumo
Referências bibliográficas e citações em conformidade com as normas adotadas pela RMR (Ver aqui)

Prazo máximo para a submissão:
[15 de outubro de 2026]

A Revista Memória Rural pretende constituir-se como um espaço de partilha e valorização do património cultural e das memórias das comunidades rurais de Trás-os-Montes e Alto Douro, contribuindo para a preservação da sua identidade e história.

ℹ️ Só são aceites artigos cujas temáticas incidam sobre a região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Importante! Se o seu artigo e material gráfico associado (fotografias, desenhos, etc.) for muito pesado, opte por utilizar um sistema de envio como o WeTransfer ou Transferxl utilizado o email de endereço (email para) [email protected].

Chamada para Artigos Revista Memória Rural

Um texto que aborda os princípios metodológicos do Museu da Memória Rural.
14/08/2026

Um texto que aborda os princípios metodológicos do Museu da Memória Rural.

O futuro cultiva-se: cinco lições de Hugues de Varine para salvar as nossas comunidades

Em constante trabalho. Em constante crescimento. Museu da Memória Rural será ampliado com novo núcleo museológico.
13/08/2026

Em constante trabalho. Em constante crescimento. Museu da Memória Rural será ampliado com novo núcleo museológico.

Município lançou concurso para a construção do Núcleo Museológico da Tanoaria

Este vídeo integra a componente visual do artigo intitulado “Abrigos Que Contam Histórias, pp. 60-95″, Revista Memória R...
12/08/2026

Este vídeo integra a componente visual do artigo intitulado “Abrigos Que Contam Histórias, pp. 60-95″, Revista Memória Rural nº 8, da autoria de Nelson Tito Almeida Domingos.

Depoimentos do Sr. Ilídio Fernando Monteiro sobre o abrigo do Cachão da Rapa

PUBLICADO NA REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 (2025)O artigo analisa a fixação e expansão da Guarda Nacional Republicana (GNR)...
11/08/2026

PUBLICADO NA REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 (2025)

O artigo analisa a fixação e expansão da Guarda Nacional Republicana (GNR) na região do Douro durante a Primeira República, destacando a complexidade do processo de instalação dos postos em distritos como Viseu, Bragança e Guarda. A investigação mostra como a escassez de efetivos, a precariedade das infraestruturas e a dependência do apoio das câmaras municipais e de proprietários privados condicionaram a territorialização da força. Paralelamente, evidencia-se a importância estratégica de localidades-chave, onde a GNR procurou assegurar a ordem pública, responder a conflitos sociais e religiosos, combater o contrabando e garantir a proteção da propriedade agrícola. O estudo demonstra, assim, que a instalação da GNR foi marcada por tensões políticas, limitações financeiras e resistência local, mas constituiu um passo decisivo na construção de uma rede de segurança republicana na região duriense.

Já disponível novo episódio ( #13) do podcast "Diálogos sobre o Património".O13º episódio do podcast “Diálogos sobre o P...
10/08/2026

Já disponível novo episódio ( #13) do podcast "Diálogos sobre o Património".

O13º episódio do podcast “Diálogos sobre o Património” apresenta uma interpretação da obra “As Raízes do Futuro – O património a serviço do desenvolvimento local” (2012), de Hugues de Varine, um dos precursores da Nova Museologia e do conceito de ecomuseu e museu de identidade territorial.

A Nova Museologia rompe com a ideia tradicional de museu como um edifício fechado que guarda objetos estáticos. Nesta visão, o museu é o próprio território (sem paredes) e a sua coleção é composta pelas pessoas, paisagens, saberes tradicionais e pela vida quotidiana da comunidade.

O título do livro é uma metáfora mecânica. O património não é uma âncora que nos prende ao passado, mas sim raízes que nutrem e dão estabilidade para que a comunidade possa crescer em direção ao futuro.

O autor critica duramente o modelo de desenvolvimento “exógeno”, imposto de cima para baixo por técnicos e investidores externos. Tentar impor modelos genéricos de fora é como plantar uma palmeira tropical na neve; pode-se gastar muito dinheiro a mantê-la viva artificialmente, mas ela morrerá assim que os recursos acabarem porque não pertence àquele ecossistema.

O verdadeiro desenvolvimento deve ser endógeno, potenciando a “flora nativa” (recursos e cultura locais) de forma orgânica e humana. Para Hugues de Varine, o património é o ADN da comunidade e deve ser usado, consumido e adaptado diariamente, em vez de ser apenas contemplado. Um dos mecanismos centrais para isto é o Inventário Participativo (ou partilhado).

Em vez de especialistas decidirem o que tem valor (ex: uma capela antiga), é a própria comunidade que mapeia o que tem significado emocional e identitário para si (ex: um lavadouro comunitário onde se criaram redes de solidariedade).

O arqueólogo ou historiador deixa de ser um “ditador” técnico e passa a ser um mediador ou facilitador ao serviço dos locais.

O Museu da Memória Rural de Carrazeda de Ansiães é um exemplo prático ideal destas teorias, por ser um museu vivo. Não se limita a expor objetos antigos; integra-se nos ciclos agrícolas ativos (vinho, pastorícia, azeite, artesão, etc.) e trabalha com os agricultores de hoje. Valida o conhecimento dos mais velhos e mostra aos jovens que existe um capital de saber na sua terra que pode ser um motor económico sustentável.

A Metáfora do Espelho. Enquanto o museu clássico é uma “janela” para o passado, o museu de identidade territorial é um “espelho” onde a comunidade se vê refletida, reconhece o seu valor e ganha confiança para moldar o seu futuro

A mensagem final é que o sucesso de um território não se mede pela bilheteira turística, mas pelo impacto na sustentabilidade social e económica e na capacitação local. Se a população não sentir afeto pelo seu património e não for a protagonista da sua gestão, nenhum investimento externo criará raízes sólidas.

Um podcast do Museu da Memória Rural

Endereço

Museu Da Memória Rural
Vilarinho Da Castanheira
5340

Horário de Funcionamento

Quarta-feira 12:00 - 18:00
Quinta-feira 12:00 - 18:00
Sexta-feira 12:00 - 18:00
Sábado 15:00 - 18:30
Domingo 15:00 - 18:30

Telefone

278638081

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