Museu da Memória Rural

Museu da Memória Rural Museu da Memória Rural
Museu de Identidade Territorial
Concelho de Carrazeda de Ansiães
VENHA ATÉ CÁ

O Museu da Memória Rural de Vilarinho da Castanheira é uma unidade museológica destinada a trabalhar temáticas relativas à cultura rural e ao património imaterial da região duriense e transmontana. Trata-se de um espaço destinado ao estudo e à recolha das tradições e saberes concelhios e regionais que atulamente estão a cair em desuso, iniciando-se o discurso museográfico, numa primeira fase, com

a exposição de temáticas relacionadas com as antigas práticas das culturas da vinha e dos cereais. Aqui estão representados ofícios tradicionais como o do ferrador, canastreiro, pescador do rio Douro, padeira, queijeira, pastor, tanoeiro, sapateiro, funileiro, moleiro, corticeiro e, no futuro, estarão também representadas técnicas antigas relacionadas com a economia local como os fornos de secagem de figos, construção de carros de bois ou os antigos fornos de produção de telha. Suportado num conjunto de recursos tecnológicos, onde se incluem as mais recentes soluções multimédia, o Museu da Memória Rural assume-se com um caráter fundamentalmente didático, constituindo uma homenagem à cultura rural de um povo que possui uma longa história e uma ancestral tradição cultural que urge preservar, estudar e difundir.

O EPISÓDIO  #8 JÁ ESTÁ DISPONÍVEL! NESTE FALAMOS DE ARQUEOLOGIA.O episódio do podcast “Diálogos sobre o Património”, int...
30/05/2026

O EPISÓDIO #8 JÁ ESTÁ DISPONÍVEL! NESTE FALAMOS DE ARQUEOLOGIA.

O episódio do podcast “Diálogos sobre o Património”, intitulado “Arqueologia para além dos dinossauros”, apresenta uma visão geral e simplificada da disciplina, desmistificando a ideia de que se trata de uma mera caça ao tesouro ou de um estudo de répteis pré-históricos.

Apresenta-se um resumo dos principais pontos abordados na fonte:

1. Definição e abrangência cronológica
A arqueologia é definida como o estudo do percurso humano através de vestígios materiais. O seu campo de ação estende-se desde as primeiras ferramentas de pedra lascada, há cerca de 2,5 milhões de anos, até ao lixo que produzimos hoje. É sublinhado que a arqueologia não estuda dinossauros, campo que pertence à paleontologia.

2. Evolução do método: do saque à Ciência
A fonte contrasta o passado da disciplina com o seu presente. Inicialmente, a arqueologia era um passatempo de elites, de antiquários e colecionadores que saqueavam monumentos e sepulturas em busca de objetos valiosos, destruindo o contexto geológico. Hoje, o processo é descrito como “exasperantemente lento”. O foco mudou do volume de artefactos para o volume de dados científicos. Camadas de solo são escavadas milímetro a milímetro e a terra é passada por diferentes peneiros para extrair informações ínfimas.

3. Ciência laboratorial e datação
A arqueologia utiliza tecnologias avançadas para “fazer falar” os objetos,
aálises químicas: Através da espectrometria de massa, identifica-se a origem da argila usada na cerâmica e, pelos poros do barro, detetam-se resíduos de vinho, azeite ou ensopados de carne.

A datação divide-se em relativa (estratigrafia — camadas inferiores são mais antigas) e absoluta. Esta última utiliza o carbono 14, que mede a degradação radioativa em restos orgânicos para calcular há quantos milénios um organismo morreu.

4. Reconstrução da vida e dieta
Os interlocutores explicam como a arqueologia contorna o facto de o registo material ser incompleto (a maioria dos materiais orgânicos, como madeira e pele, apodrece). Dá enfâse à Arqueologia Experimental. Analisa-se o rácio de isótopos no colagénio ósseo para saber a percentagem de peixe ou carne na dieta de um indivíduo. O desgaste nos dentes revela, por exemplo, o consumo intensivo de farinhas moídas em pedra. Corpos preservados em pântanos (torfeiras) ou no gelo permitem diagnósticos médicos de há 5.000 anos, revelando artrite, tatuagens terapêuticas e até o conteúdo da última refeição.

5. Arqueologia cognitiva e cocial
A disciplina tenta “ler a mente” do passado através da eliminação de hipóteses naturais, debruçando-se sobre comportamento simbólicos e desigualdade social.

6. Ética, conservação e futuro
O roubo de objetos retira-os do seu contexto tridimensional, tornando-os “peças mudas” inúteis para a ciência. A arqueologia atual foca-se no respeito pelas comunidades descendentes, devolvendo restos mortais e objetos sagrados.

O turismo de massas (humidade da respiração, fungos) destrói pinturas rupestres. A solução passa por criar réplicas perfeitas e utilizar a realidade virtual para preservar os locais originais.

O episódio conclui que somos os “antepassados do futuro”, e que o nosso lixo atual será o material que os arqueólogos de amanhã usarão para decifrar a nossa sociedade.

Um podcast do Museu da Memória Rural

Trás-os-Montes em publicação: 4 coisas que talvez não saiba sobre o Museu da Memória Rural e a sua próxima revista. Faça...
28/05/2026

Trás-os-Montes em publicação: 4 coisas que talvez não saiba sobre o Museu da Memória Rural e a sua próxima revista. Faça parte deste projeto publicando na Revista Memória Rural!

Trás-os-Montes em publicação: 4 Coisas que não sabia sobre o Museu da Memória Rural e a sua Próxima Revista

O património cultural constrói-se em camadas. Constrói-se em camadas de tempo, de memória, de significados. Cada objeto,...
27/05/2026

O património cultural constrói-se em camadas. Constrói-se em camadas de tempo, de memória, de significados. Cada objeto, cada lugar, cada narrativa encerra vestígios que ultrapassam o visível e convocam a novas leituras. Este é o “Diálogos sobre o Património”, um podcast do Museu da Memória Rural, dedicado à reflexão crítica sobre o património cultural, material e imaterial, à sua interpretação e aos seus contextos. Em cada episódio, exploramos as relações entre cultura, território e identidade, convocando diferentes perspetivas e disciplinas para compreender o passado neste nosso presente.
OUVIR TODOS OS EPISÓDIOS: https://museudamemoriarural.pt/dialogos-sobre-o-patrimonio/

PUBLICADO EM REVISTA MEMÓRIA RURAL, Nº 8, ANO 2025Com o presente trabalho de abordagem às expressões retóricas de conviv...
26/05/2026

PUBLICADO EM REVISTA MEMÓRIA RURAL, Nº 8, ANO 2025
Com o presente trabalho de abordagem às expressões retóricas de convivência, comunicação e sociabilidade, maxime, na perspetiva das alcunhas, as quais, para o bem ou para o mal, se entranhavam e, qual fotografia, verbalmente marcavam, retratavam e individualizavam os visados mercê do destaque dado às caraterísticas especificas, marcadamente rurais, ou aos aspetos essenciais ou particularidades do individuo que pretendiam retratar. Visamos, assim, dar um modesto contributo para o estudo de uma forma e de um modo de convivência, traduzida na análise de um rito, de um gesto e duma prática socialmente significativa de lidação e do trato social no antanho e que perdurou durante anos e anos numa sociedade periférica, local e profundamente isolada. É, no fundo, tentar cumprir um dos desígnios que levou á edição desta Revista Memória Rural, e de evocar, recordar e, sobretudo, visar rememorar e transmitir a memória rural de uma dada realidade concreta e de tomada de atitudes com base num pequeno pormenor ou num mero item um tanto ou quanto corriqueiro da condição humana com campo privilegiado de atuação num passado longínquo e local, in casu, as alcunhas circunscritas á aldeia de Felgar, trazendo-o para tempos atuais, avivando a sua memória e evitando o seu esquecimento.

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL MAIS UM EPISÓDIO DO PODCAST "DIÁLOGOS SOBRE O PATRIMÓNIO  #7O episódio 7 do podcast “Diálogos Sobre o...
25/05/2026

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL MAIS UM EPISÓDIO DO PODCAST "DIÁLOGOS SOBRE O PATRIMÓNIO #7

O episódio 7 do podcast “Diálogos Sobre o Património”, com o título “O Património Cultural como laboratório de cidadania” explora como a História Local e o património cultural funcionam como ferramentas essenciais para a formação de cidadãos conscientes, críticos e participativos. Neste episódio detalham-se conceitos de identidade, valores democráticos e metodologias ativas.

1. Construção da Identidade e Sentido de Pertença
A História Local é apresentada como uma ferramenta de descoberta na aprendisagem escolar. Ela não cria a identidade de uma região, mas revela-a, promovendo a tomada de consciência cultural e social. Ao estudar o seu meio envolvente, o aluno pode struturra o seu conhecimento e desenvolver atitudes de autoestima e autoconfiança através da valorização das suas raízes. Fortalece a identidade cultural, permitindo que se identifique com a sua comunidade e nela intervenha de forma ativa e consciente. Transita da sua história pessoal e familiar para a história local e, eventualmente, para a história nacional, tornando a aprendizagem significativa e pessoalizada.

2. Promoção de Valores Democráticos e Direitos Humanos
O património funciona como um suporte para uma Educação de Valores, onde se fomenta a defesa da Inclusão, Igualdade e Justiça. O estudo da História proporciona o diagnóstico de situações de intolerância e fomenta a cooperação e o entendimento mútuo. O objetivo é educar para uma convivência democrática de qualidade, baseada no respeito pelos princípios dos Direitos Humanos e pela diversidade cultural. O aluno aprende que possui direitos e deveres não apenas para com os seus pares, mas também para com as gerações futuras, o que implica a proteção do património natural e cultural.

3. Metodologias Ativas: O Património no Quotidiano
Para que a Educação para a Cidadania seja eficaz, o áudio destaca a importância de metodologias que envolvam o aluno diretamente. O uso de role play e dramatização permite ao aluno “ser” o outro, transportando-se para diferentes épocas e contextos sociais, o que é fundamental para desenvolver a empatia e o espírito crítico.

As visitas a monumentos, museus e sítios arqueológicos locais transformam o território num “catálogo atrativo” de lugares educativos.

Projetos como o Plano Nacional das Artes mobilizam o poder educativo das artes e do património para promover a transformação social e a análise crítica da realidade.

4. Sustentabilidade e Cidadania Ativa
O património é indissociável do conceito de desenvolvimento sustentável. A educação patrimonial sensibiliza os alunos para a necessidade de proteger o bem comum e adotar comportamentos responsáveis como consumidores e cidadãos; o reconhecimento da interdependência e solidariedade entre os povos do mundo através do património cultural universal e a tomada de decisões fundamentadas sobre questões naturais e éticas que afetam a sustentabilidade ambiental de Portugal e do mundo.

Em conclusão, o áudio reforça que o património cultural não é algo estático, mas sim um recurso vivo que, quando integrado no currículo de forma flexível e inovadora, permite formar pessoas autónomas, solidárias e aptas a intervir na história da sua própria sociedade.

Um podcast do Museu da Memória Rural

EPISÓDIO -  #6 - DIÁLOGOS SOBRE O PATRIMÓNIOO episódio intitulado “Alminhas e Cruzeiros: memórias da fé e da crença popu...
19/05/2026

EPISÓDIO - #6 - DIÁLOGOS SOBRE O PATRIMÓNIO
O episódio intitulado “Alminhas e Cruzeiros: memórias da fé e da crença popular”, explora de forma técnica os conceitos de religiosidade popular expressos no inventário dos testemunhos materiais da fé.

O episódio foca-se nos seguintes pontos fundamentais:

1. Origem e Significado dos Cruzeiros
Os cruzeiros são apresentados como a evolução do símbolo da cruz, que passou de um instrumento romano de tortura para um ícone máximo de redenção e vitória sobre a morte. Enquanto a cruz simples pode ser encontrada em portas de casas ou campos para proteção (função apotropaica), o cruzeiro é um monumento mais complexo, geralmente em granito, que sacraliza o espaço público.

2. Proteção e Demarcação Territorial
O áudio detalha como estas estruturas funcionam como marcos de proteção. São colocados em campos para proteger colheitas, em barcos contra tempestades e em entradas de povoações para afastar “ares maléficos”. Além disso, os cruzeiros servem para demarcar limites territoriais e “limpar” espiritualmente locais de passagem.

3. Alminhas e o Purgatório
As alminhas são definidas como pequenos nichos que ligam o mundo dos vivos ao das almas em expiação. A sua função é predominantemente catequizadora, exibindo imagens de almas entre chamas (fogo purificador) para recordar aos passantes a sua própria finitude com mensagens como: “Eu já fui o que tu és / E tu serás o que eu sou”. Elas marcam frequentemente locais de mortes trágicas ou crimes, transformando o local de dor num ponto de oração.

4. O Papel das Encruzilhadas
Na cultura popular, as encruzilhadas (encontros de caminhos) eram vistas como locais de vulnerabilidade espiritual ou perigo. A ereção de um cruzeiro ou de alminhas nestes pontos servia para sacralizar o encontro de caminhos, garantindo a proteção de quem viajava e reafirmando o domínio do sagrado sobre o território.

5. Identidade Cultural e Memória Coletiva
Estas materialidades são descritas como testemunhos da identidade cultural e da memória coletiva das comunidades rurais. O áudio sublinha que, apesar do processo de desertificação humana destas regiões, estes monumentos permanecem como alicerces do património cultural material e imaterial, sendo vital a sua preservação para a valorização do mundo rural.

O episódio encerra reforçando a importância do inventário como um registo de uma fé que moldou a paisagem e o quotidiano das populações.

Um podcast do Museu da Memória Rural

18 DE MAIO - DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS
18/05/2026

18 DE MAIO - DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

Onde a história ganha vida e a imaginação não tem limites. Hoje é o Dia Internacional dos Museus! 🖼️🌍

Cada exposição, cada objeto e cada galeria carregam um pedaço de quem fomos, quem somos e quem podemos ser. Os museus são lugares de encontros: de épocas, de ideias e de pessoas.
O Município de Carrazeda de Ansiães parabeniza todos os profissionais e equipas de apoio, que se dedicam a preservar a nossa memória coletiva e a tornar a cultura acessível a todos.

13/05/2026

“Diálogos do Sobre o Património” é o título do Podcast recentemente lançado pelo Museu da Memória Rural, em Carrazeda de Ansiães, dedicado à reflexão crítica sobre o património cultural, material e imaterial, à sua interpretação e aos seus contextos.

In REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 [2025]Este trabalho propõe uma análise histórico-artística de um conjunto de pinturas a se...
05/05/2026

In REVISTA MEMÓRIA RURAL Nº 8 [2025]

Este trabalho propõe uma análise histórico-artística de um conjunto de pinturas a seco, abrigadas por uma construção em alvenaria, a cerca de trezentos metros na aldeia da Vide, concelho de Torre de Moncorvo. Destacaremos a identificação do cruzeiro, a Última Ceia de Jesus Cristo, a Oração de Jesus no Horto das Oliveiras e todas as outras imagens que se abrigam no Nicho Oratório. Pois, já no Séc. XVI, “os temas apresentados contemplavam dois tipos de representação: composições organizadas em ciclos narrativos temáticos e composições isoladas”. As efetuadas no Séc. XIX, mais concretamente em 1879, abordaram os mesmos tipos de representação, o que justifica que os motivos religiosos não se alteraram e o seu registo ficou contemplado nesta magnífica obra a preservar.

Esta investigação irá tornar este lugar e estas obras de arte, de execução popular, provavelmente de tradição devocional e ligada ao espaço religioso, em objeto de profunda intervenção, sensibilizando a população para a sua preservação e, consequente, divulgação nos meios científicos. O artigo procura, ainda, contextualizar historicamente o cruzeiro, as pinturas e o Nicho, analisar os seus significados simbólicos, identificar técnicas e composições e enquadrar a obra na história da arte.

Endereço

Museu Da Memória Rural
Vilarinho Da Castanheira
5340

Horário de Funcionamento

Quarta-feira 12:00 - 18:00
Quinta-feira 12:00 - 18:00
Sexta-feira 12:00 - 18:00
Sábado 15:00 - 18:30
Domingo 15:00 - 18:30

Telefone

278638081

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